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quinta-feira, 11 de junho de 2015

15 tipos de homilias ruins que poderiam ser evitadas (os fieis agradecerão)

Por Pe. Antonio Rivero, LC

Como é difícil fazer uma boa homilia! Qual seria a melhor forma de fazê-la? O que parece que está claro é o que não se deve fazer. Eis aqui alguns exemplos:

1) Homilia improvisada: é aquela que o sacerdote prepara quando já está vestindo a alva, cíngulo, a estola e a casula para a santa missa.
2) Homilia livresca: homilia com gosto de livro e escritório; homilia acadêmica, marmórea, mas carente de coração e do conhecimento dos ouvintes.
3) Homilia arqueológica: homilia onde o pregador quer sempre realizar incursões em detalhes secundários sobre os fariseus, essênios, dracmas, estádios, hora sexta, átrio, poço, mas não explica a mensagem de Deus, apenas curiosidades periféricas.
4) Homilia romântica: aquela que quer arrancar lágrimas, sorrisos e açúcar do ouvinte, à custa de exclamações, interjeições, gritos, linguagem paternalista com adjetivos ternos, diminutivos ou aumentativos.
5) Homilia demagógica: baseada em palavras e mais palavras para ficar bem com o público, trai tanto a mensagem evangélica como o destinatário, agradando ou apequenando, desfigurando e distorcendo a doutrina de Cristo.
6) Homilia literária: mais que uma pregação sagrada é um exercício literário ou poético.
7) Homilia antológica: a homilia torna-se uma oportunidade para lembrar e trazer à tona todas as frases, sentenças, textos, poesias, definições que o pregador aprendeu de memória ou que tinha em seus arquivos.
8) Homilia molusco: invertebrada, melosa, gelatina escorregadia, sem argumento, sem conteúdo, sem tema. Não termina um tópico e já começa outro.
9) Homilia tijolo: apenas ideias sem relação com a vida dos ouvintes. A homilia precisa chegar, por assim dizer, até a cozinha da dona de casa, ao local de trabalho do bom pai de família, até a escrivaninha do estudante... esta homilia-tijolo não chega.
10) Homilia espaguete: se enrola toda sobre o mesmo assunto, cansando os ouvintes e fazendo-os bocejar.
11) Homilia workshop: aborda muitos assuntos sem especificar nenhum.
12) Homilia repetição do Evangelho: não sabe extrair uma mensagem desse Evangelho para os seus ouvintes, a única coisa que faz é repetir o que já leu no Evangelho. Será possível que o pregador seja incapaz de preparar uma pregação saborosa com apenas uma ideia bem expressada? Ou ouvinte não é bobo, por favor!
13) Homilia técnica: usar todo tempo uma linguagem teológica que as pessoas não entendem (metanoia, kénosis, anáfora, parusia, epifânico, pneumático, mistagogo, escatologia, transubstanciação...). A homilia não é uma aula de teologia, mas uma conversa cordial com seus ouvintes e paroquianos.
14) Homilia “das ruas”: o pregador salpica, todo tempo, sua fala com gíria vulgar e grosseira. Desse modo, rebaixa-se a Palavra de Deus, a dignidade do profeta e a dignidade dos fiéis que São Paulo chama de “santos do Senhor”. O pregador não deve nunca se rebaixar, pois está falando em nome de Cristo e da Igreja.
15) Homilia do mau piloto: o pregador não sabe decolar nem aterrissar, dá voltas e mais voltas e nunca termina. “E para terminar...”. E volta a subir às nuvens... “E, finalmente, para terminar...”. E volta a subir. Termine e pronto, por favor!

No vídeo abaixo, Mr. Bean "sofre" em uma homilia ruim neste filme clássico... embora, talvez, ele tenha merecido!
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