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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Discurso do papa Bento XVI aos bispos do Regional NE5 da CNBB em visita Ad limina



VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V)

Alle ore 11 di questa mattina, il Santo Padre Benedetto XVI incontra i Vescovi della Conferenza Episcopale del Brasile (Regione NORDESTE V), in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum".
Pubblichiamo di seguito il discorso che il Papa rivolge loro:

Em visita ad limina apostolorum, os bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB (estado do Maranhão) foram recebidos em audiência pelo papa Bento XVI, que foi saudado pelo bispo emérito de Viana (MA), dom Xavier Gilles, ex-presidente do Regional.


"Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança", disse o papa.
São 14 os bispos que participam da visita, que termina no sábado, 30. Na agenda do episcopado maranhense há visitas aos dicastérios da Santa Sé, dentre outros compromissos. Ontem eles celebraram missa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Leia, abaixo, a íntegra do discurso do papa.

Amados irmãos no episcopado,
“Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem,82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve “encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política” (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.


Quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Papa Bento XVI

Fonte:



sábado, 23 de outubro de 2010

La Chiesa e il mondo hanno bisogno di profeti

La meditazione di padre Raniero Cantalamessa su profezia ed evangelizzazione apre a Rimini la giornata di sabato 3 maggio. "Reddite Deo potentiam suam: Restituite il potere a Dio!" (cf Sal 67, 35)  Questo, secondo il Predicatore della Casa Pontifica, il motto pertinente al Rinnovamento.

"Profeta è uno a cui è dato un "occhio penetrante" (Nm 24,15) che gli permette di avere accesso alla mente di Dio e di vederne i segreti progetti". Testimonianza, fede e profezia. Padre Raniero Cantalamessa ripercorre il cammino del carisma profetico passando per l'Antico e il Nuovo Testamento, fino al concilio Vaticano II. Nel post-Concilio, il significato importante del Rinnovamento carismatico, e il suo contributo specifico "alla riscoperta della dimensione profertica della Chiesa". Un contributo - spiega il Predicatore del Papa - che "consiste nell'aver riportato alla luce, accanto ai molti significati della parola-profezia, il significato e le manifestazioni che essa aveva nella primitiva comunità cristiana (cf 1 Cor 14)".

Un'autorità che non viene dall'uomo
All'origine della profezia, lo Spirito e la Parola. Padre Cantalamessa cita la Seconda lettera a Timoteo: "Tutta la Scrittura infatti è ispirata da Dio" (3, 16). Nella lingua originale, esiste però anche un altro significato: la scrittura infatti è theopneustòs non solo perché è "ispirata da Dio", ma anche perché è "spirante Dio", traspira Dio. Nel Vangelo di Matteo - continua p. Cantalamessa - è riportata una parola di Gesù che ha fatto tremare i lettori del Vangelo di tutti i tempi: "Ma io vi dico che di ogni parola infondata gli uomini renderanno conto nel giorno del giudizio" (Mt 12,36). Argòn, il termine che traduciamo con "infondata" vuol dire "senza effetto": parola che non fonda niente; vuota, sterile, senza efficacia. L'esatto contrario della parola di Dio, sempre caratterizzata nella Bibbia dall'aggettivo energès, "efficace" (Eb 4,12). Qual è allora questa parola inutile? Quella dei falsi profeti: "coloro che non presentano la parola di Dio nella sua purezza, ma la annacquano ed estenuano in mille parole umane". Come si riconosce un parlare profetico? "Mentre l'annunciatore sta parlando, a un certo momento non deciso da lui, avviene una interferenza, come se un'onda di diversa frequenza si inserisse nella sua voce. Egli se ne accorge per via di una commozione che lo investe, una forzae una convinzione che riconosce chiaramente come non sue. La parola si fa più ferma, incisiva. Sperimenta un riflesso di quella "autorità" che tutti percepivano quando ascoltavano parlare Gesù". Profezia e potenza dello Spirito Santo, dunque. Padre Raniero chiarisce questo aspetto citando san Paolo: " La mia parola e il mio messaggio non si basano su discorsi persuasivi di sapienza, ma sulla manifestazione dello Spirito e della sua potenza, perché la vostra fede non fosse fondata sulla sapienza umana, ma sulla potenza di Dio" (1 Cor 2, 4-5). "L'Apostolo - commenta il Predicatore - parla di un'esperienza comune a lui e agli ascoltatori. Difatti, quando è lo Spirito che mette sulle labbra una parola, gli effetti, anche se di natura squisitamente spirituale, sono ben percepibili. L'ascoltatore è raggiunto in un punto dell'essere, dove non giunge nessun'altra voce; si sente "toccato" e non di rado un brivido, o una sensazione di calore, lo attraversa in tutto il corpo. L'uomo e la sua voce, a questo punto scompaiono per far posto a un'altra voce". Proprio come diceva Filone Alessandrino: "Il vero profeta quando parla , tace". Tace perché, in quel momento, non è più lui che parla, ma un Altro. Si è fatto dentro di lui un misterioso silenzio.... Sono momenti; a Dio basta una frase, una parola. Annunciatore e ascoltatori hanno la sensazione come di goccie di fuoco che, a un  certo punto, si mescolano alle parole del predicatore, rendendole incandescenti....In Geremia Dio stesso dichiara: "La mia parola non è forse come fuoco - oracolo del Signore - e come un martello che spacca la roccia?" (Ger 23,29)

Gesù, oggetto e soggetto della profezia
Rispetto all'Antico, nel Nuovo Testamento la profezia cambia. Continua p. Raniero: Con le parole: "in mezzo a voi sta uno che voi non conoscete!" (Gv 1,26), Giovanni Battista ha inaugurato la nuova profezia, quella del tempo della Chiesa, che non consiste nell'annunciare una salvezza futura e lontana, ma nel rivelare la presenza nascosta di Cristo nel mondo". Il Predicatore della Casa Pontificia parla di svolta escatologica, definitiva... Gesù stesso-dice- lo mette in luce parlando del Battista: "In verità vi dico: tra i nati di donna non è sorto uno più grande di Giovanni il Battista; tuttavia il più piccolo nel regno dei cieli è più grande di lui.... La legge e tutti i Profeti infatti hanno profetato fino a Giovanni" (Mt 11, 11.13)... Con Gesù è scoccata l'ora decisiva della storia, davanti a lui si impone la decisione dalla quale dipende la salvezza. In Gesù si ha la identificazione tra il soggetto e l'oggetto della profezia". Pentecoste: è la Chiesa stessa che nasce come realtà profetica. "Tutti - figli e figlie, giovani e anziani - sono profeti" (cf At 2, 14ss), anche se agli inizi - come sottolinea p. Raniero - ci sono alcune persone particolarmente dotate del carisma che vengono abitualmente chiamate profeti
(cf At 11,27;  13,1;  15,32;  21,9-10). 

Il carisma profetico dopo il Concilio
La crisi del profetismo inizia nella metà del II secolo, soprattutto a causa dell'eresia montanista. Risultato: la istituzionalizzazione della profezia, il suo assorbimento nell'orbita della gerarchia. Il carisma profetico "si riduce alla prerogativa del Magistero di interpretare autenticamente la Scrittura e insegnare la vera dottrina.... La riscoperta della profezia biblica, come in quella dei carismi in genere, si ha con il Concilio vaticano II". Ed ecco il ruolo del Rinnovamento nello Spirito che - sostiene p. Raniero - "insieme con altre realtà del post-Concilio, rappresenta l'attuazione di questa riscoperta nella vita della Chiesa. Segna il passaggio dai documenti alla vita. Esso - continua - è un movimento profetico ancora prima che un movimento carismatico. E' la riscoperta e la proclamazione della signoria di Cristo che rappresenta la quintessenza della profezia cristiana". La profezia capace di convertire. E il Predicatore della Casa pontificia ricorda il suo approccio, nel 1975, con il Rinnovamento. inizialmente scettico, fu invitato in un gruppo di preghiera; cominciò a confessare: "I peccati - racconta - sembravano cadere dalle anime come sassi, e alla fine lacrime di gioia. Non potei fare a meno di dire tra me: "Qui c'è Dio!" P. Raniero esorta il popolo del Rinnovamento a non perdere la carica profetica dei primi tempi. "Anche il Rinnovamento - dice con forza - ha bisogno di essere rinnovato! Anche a noi è rivolta l'esortazione dell'Apostolo a Timoteo: "ti ricordo di ravvivare il dono di Dio che è in te per l'imposizione delle mie mani" (2 Tim 1,6). "Ravvivare" etimologicamente significa: "soffiare sulla fiamma". Non passiamo alle nuove generazioni che si accostano alla reatà del Rinnvamento - insiste il Predicatore - una fiamma smorta e un lucignolo fumigante. E per ravvivare il carisma profetico, ricorda i requisiti umani necessari alla profezia, quelle disposizioni d'animo che ne favoriscono l'esercizio: preghiera, umiltà e amore. Tutti devono essere profeti, senza paura: Si è profeti parlando, ma non solo con la bocca, anche con gli occhi, con le mani, con la vita. "La Chiesa - diceva Paolo VI - ha bisogno della sua perenne Pentecoste, ha bisogno di fuoco nel cuore, di parola sulle labbra, di profezia nello sguardo" 


P.Raniero invita a fare come il profeta Isaia che, alla voce del Signore che diceva: "Chi manderò e chi andrà per noi?", rispose senza esitazione: "Eccomi manda me!" (cf Is 6,8).

Fonte: http://www.rnsbassano.it/node/623 


Abaixo, você pode fazer o download da pregação a que esta matéria se refere.

Testemunho de Maria Lata D´água

Maria Mercedes Chaves. Esse é o nome de batismo de Maria Lata D'Água, uma das mais célebres passistas da Portela, escola em que desfilou por 45 anos. Apesar de uma vida de grandes perdas e privações, Maria marcou o carnaval do Rio de Janeiro, caracterizado pelo bom humor ao lidar com as próprias vicissitudes.
Nascida em Diamantina (MG), em 1933, Maria foi morar no Rio antes de completar 13 anos. Começou a participar dos desfiles em 49, quando saiu pelo Salgueiro, ainda sem a personagem. Mais tarde, foi trabalhar em um circo, onde tudo começou. Em entrevista ao site de uma comunidade católica, que agora freqüenta, ela lembra desse começo:“Um dia nos convidaram para trabalhar num circo, em Nova Iguaçu (RJ), para encher lingüiça até os grandes artistas chegarem, mas eles não chegaram. O circo estava cheio e o patrão não sabia o que fazer. Disse que poderia dançar com uma lata d'água na cabeça. Ele não concordou. Tinha outra Maria da Bahia, que dançava igual. Eu disse que fazia melhor. Ele pediu show de 2 horas e, no fim, deu certo”, lembra.
Pouco tempo depois do sucesso no circo, Maria foi apresentar a dança no programa do Chacrinha, que dispensa apresentações. “Eu fiquei no trono do programa dele e passei a ser conhecida na cidade. Todo mundo dizia: 'Maria Lata D'água'. Até que um dia me convidaram para sair numa escola de samba”, lembra a passista, que já havia saído por diversas outras escolas, mas sem posição de destaque.
O convite foi feito pelo Salgueiro. A escola, contudo, inexplicavelmente, não aceitou que ela saísse com a lata d'água. Foi quando a Portela a convidou para um show. Resultado: foi aprovada e desfilou durante 45 anos na escola . “Viajei, morei na Europa durante 30 anos, mas todos os anos eu voltava e desfilava na Portela”, lembra ela.
A Maria Mercedes Chaves não desfila desde 1991, quando ingressou na Comunidade Canção Nova. Hoje, ela é consagrada na Comunidade Canção Nova.

Abaixo, vocês acompanham a famosa marchinha de carnaval que marcou época com esta personagem. Em seguida, segue o link para o download do áudio com o testemunho feito pela própria Maria Mercedes, no acampamento de carnaval, na Canção Nova, no ano de 2007.


LATA D´ÁGUA
(Luís Antonio e J. Júnior)

Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai

Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mão
Leva a criança
Lá vai Maria


Maria
Lava a roupa
Lá no alto
Lutando pelo pão
De cada dia
Sonhando com a vida
Sonhando com a vida
Do asfalto
Que acaba
Onde o morro principia

A importância do ensino religioso na educação

Este tema é bastante interessante para a discussão entre professores, diretores pedagógicos de instituições de ensino e estudiosos na área da educação. Muito pelo contrário, estamos, todos nós, envolvidos na dinâmica educacional como sujeitos sociais, já que formamos um conjunto de sociabilidade, que envolve o constante processo de educação entre crianças, jovens, adultos e idosos.
É preciso entender que educação é um conceito inerente ao ser humano e a sua disposição de percepção do mundo e dos valores de outras pessoas e todas as vivências sociais e culturais que transitam nos relacionamentos interpessoais em uma sociedade. Bem diferente da idéia de educação que sempre tivemos em que o conceito foi reduzido a uma prática que repassa conteúdos de diversas disciplinas para um grupo de pessoas entre quatro paredes, sabe-se que essa estrutura se refere à condição de mercadoria da educação, que se transformaram as práticas educacionais.
Quando se vende a educação, vendem-se apostilas, livros didáticos, fardamento, material escolar, as horas de aulas dos professores e toda a estrutura física do colégio. O ensino público, de hoje, é uma conseqüência do que sobra desse sistema. Prestemos atenção na expressão: “o que sobra”. Percebemos que não ocorre a venda da educação, mas acontece a distorção dos fatos ou a dissimulação de um ensino que quer mostrar para a sociedade que é de qualidade, com a ajuda da mídia governamental, porém que esconde interesses políticos.
A educação no nosso país reflete nossa sociedade e vice-versa. Muitos não sabem que os valores de cidadania, deveres e responsabilidades sociais, respeito ao próximo, a busca da vivência da fé que esteja de acordo com a consciência do grupo, o desenvolvimento afetivo-cognitivo e emocional são formas de educação. É a educação integral, que visa o amadurecimento integrante e sempre inacabado do homem e da mulher.
Esse processo gradativo da educação é prioridade dos pais. É dentro das famílias que a importância da educação é mais esperada, pois os valores que são assimilados pelos filhos, quando pequenos, são as engrenagens principais norteadoras para o desenvolvimento equilibrado do indivíduo e da sociedade. Não é a escola a grande responsável pelo desenvolvimento educacional das crianças. E por essa afirmação, não se pode justificar sua ineficiência, frente a um contexto cultural pós-moderno massacrante, que visa o lucro desenfreado, as modas e a fugacidade dos estilos de vida. Deve haver uma complementaridade dos dois pólos, escola e família, para ajudar na construção de consciências sociais e pessoais sadias.
Nesse contexto, quero ressaltar que valores se referem ao que temos de mais pessoal, de mais precioso e que levaremos até o fim da nossa vida, para semearmos o amor e a concórdia. O ensino religioso sério e coerente proporciona os mecanismos para ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem suas potencialidades pessoais, a convivência sadia com o próximo e principalmente, a vida interior com Deus, nosso pai e criador de todas as coisas.
Há algum tempo, o ensino religioso foi perdendo sua importância nos estabelecimentos de ensino primário e fundamental. Hoje, de acordo com o sistema de ensino, ficou facultativo o ensino nas salas de aula dessa disciplina. Os órgãos gestores administrativos e educacionais estão proliferando a idéia do estado laico, onde nas escolas e faculdades não será permitido mencionar conteúdos de determinada religião ou exibir imagens, quadros ou frases que remetem a expressão religiosa. Percebe-se, com essa atitude, o empobrecimento da cultura e do conhecimento do que é ser religioso, ou seja, da noção de sermos religados a Deus.
O ensino religioso não se limita em catequizar somente. O professor, o mestre dessa disciplina tem que ser consciente do seu papel como cristão batizado, que possui a capacidade de ensinar com a vida os valores do evangelho, as experiências próprias de fé, que enriqueçam a vida das crianças e adolescentes. É o ensino que não passa, mas marca a vida de quem apreende e percebe o afloramento de verdadeiros valores durante as fases da vida, no que se refere ao sentido do sagrado, do humano e do social.
A criatividade no aprendizado é fundamental. Falar de Deus não é o bastante, mas indicar Deus, mostrar com simplicidade, através de instrumentos e recursos pedagógicos a essência do ser humano proporciona a descoberta da verdade, dos valores eternos, que constrói homens e mulheres cientes do seu papel de cristãos e cidadãos.
Devemos começar a discutir com bastante “clareza” o que significa as expressões e sua vivência na sociedade atual: DEUS, FAMÍLIA, EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E VALORES.

Edmilton de Almeida Lima
Postulante do Instituto Religioso Nova Jerusalém e bacharel em Ciências Sociais

terça-feira, 19 de outubro de 2010

HALLEL 2010 - Diego Fernandes (Partipação especial de Romildo!)

Segue abaixo um dos vídeos do HALLEL FORTALEZA - 2010
Diego Fernandes canta "Dança do avivamento" com nosso irmão Romildo, membro do conselho diocesano da RCC e coordenador do HALLEL FORTALEZA.