Busca

Siga-nos

terça-feira, 19 de junho de 2012

LANÇADO CLUBE DE LEITORES CATÓLICOS NA INTERNET


Projeto é de editoras do Panamá

PANAMÁ, segunda-feira, 18 de junho de 2012 (ZENIT.org)- As Edições Anab e a Livraria Católica San José se unem para lançar um Clube de Leitores Católicos na América Latina, coordenado a partir do Panamá.
O projeto, segundo os criadores, é “uma rede social, um ponto de encontro na internet, composto por pessoas que apreciam bons livros e a companhia de outros católicos, com interesses e assuntos para intercambiar. No clube nós podemos ler, comprar bons livros e vídeos católicos, compartilhar testemunhos, procurar respostas, expressar pensamentos, nos distrair ou apenas navegar e descansar depois de um dia pesado”.
“Queremos que ele seja um lugar confortável, que facilite a compra de livros e vídeos católicos, com ofertas especiais. Haverá blogs católicos para trocar experiências, reflexões para termos famílias melhores, conselhos para os pais sobre seus filhos. Um círculo de leitura em que comentaremos os livros em grupos toda semana. Haverá livros gratuitos para ler online e links para muitos sites de interesse”.

Para mais informações: www.clubdelectorescatolicos.com

PENSAMENTO DE BENTO XVI É PROMOVIDO NA POLÔNIA


Cardeal Tarcisio Bertone inaugura Centro de Estudos Joseph Ratzinger
Pe. Mariusz Frukacz

ROMA, segunda-feira, 18 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Com a participação do Secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, dos membros do episcopado polonês e de representantes da cultura e da ciência, foi inaugurado na cidade polonesa de Bydgoszcz, neste 11 de junho, o Centro de Estudos Joseph Ratzinger.
A inauguração foi acompanhada por uma conferência internacional sobre a encíclica Caritas in veritate, ao mesmo tempo em que era celebrada a XXV Jornada Social em Bydgoszcz.
O objetivo da fundação é dar continuidade ao pensamento teológico de Bento XVI, para difundir a doutrina social da Igreja e refletir sobre os modernos desafios pastorais e sociais.
"A abertura deste centro para o estudo do pensamento de Ratzinger é um marco importante não só na história da universidade Kujawy e Pomorze e na história de Bydgoszcz, mas na história de toda a Polônia", disse Bertone.
O Secretário de Estado comentou que "o centro iniciou suas atividades refletindo sobre a caridade, valor mais alto de todos e base de todas as virtudes. A caridade leva as pessoas a lutar com coragem e abnegação pela justiça e pela paz".
Uma das funções do novo centro é contribuir para estimular a comunidade acadêmica a encarar novos desafios. O cardeal afirmou que "a universidade deve sempre ser capaz de fazer perguntas, como fez o papa Bento XVI: ‘será verdade o que dizem aqui? Se é verdade, como ela me afeta? E como se aplica?’ ".
O secretário de Estado destacou que "a Igreja não tem medo de falar das grandes questões humanas, que se relacionam com a verdade e com o futuro. Entre essas perguntas, temos também as que se relacionam com a economia".
O cardeal explicou que "a reflexão sobre a ética e a economia precisa colocar o homem no centro, para avaliar o progresso da sociedade".
No final do seu discurso, Bertone destacou que a dignidade humana é reconhecida à luz da fé e da razão, dois faróis para a ciência social e no pensamento de Joseph Ratzinger.
Para o bispo de Bydoszcz, dom Jan Tyrawa, o novo centro será um lugar de construção da cultura, que promoverá a compreensão e o estudo da teologia de Joseph Ratzinger, organizando conferências e dando destaque ao prêmio "Master de Ratzinger". O centro tem ainda o objetivo de coordenar e aumentar a cooperação entre universidades polonesas e estrangeiras.

domingo, 6 de maio de 2012


"APASCENTA AS MINHAS OVELHAS" (Jo 21, 17)


Tema da RCC 2012
Para este ano de 2012 a Renovação Carismática Católica tem como inspiração a passagem do Evangelho de João, capítulo 21, versículo 17: “Apascenta as minhas ovelhas”. De início, podemos perceber o que o Senhor quer dizer ao movimento para este ano. Trata-se sobre do carisma do cuidado, do pastoreio, do zelo apostólico que cada cristão é chamado a desenvolver.
De um modo particular, para nós que fazemos este curso de liderança, esta passagem nos diz muito. Podemos tomar toda a narrativa bíblica para esclarecermos melhor esta passagem:

“Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas” (Jo,15-17).

Esta passagem costuma ser interpretada – e acertadamente – como sendo a “remissão” de Pedro. Ou seja, Jesus pergunta três vezes a Pedro em virtude da tripla negação que este fizera anteriormente ao ser perguntado se era discípulo de Jesus (Cf. Mt 26,69-75; Mc 14,66-72; Lc 22,31-37). No entanto, gostaria de dar aqui uma outra interpretação feita pelo então Cardeal Ratzinger, Papa Bento XVI, no livro Os apóstolos.
Se tomássemos o texto no seu original grego, na realidade, veríamos um jogo de palavras que Jesus faz neste diálogo com Pedro. Além de Pedro retratar-se com o Mestre, esta passagem nos mostra Jesus ensinando o apóstolo a medida correta do amor e do pastoreio deseja por Ele.
Quando da primeira pergunta feita a Pedro se ele amava a Jesus, o Mestre utilizou o verbo grego agapâs-me, que significa o amor incondicional, totalizante. Ao que Pedro responde: filô-se. Portanto, o amor imperfeito, condicional, meramente humano. “Te amo, com meu pobre amor humano[1].
Jesus, uma vez mais pergunta a Pedro se ele O amava (agapâs-me?) e Pedro, na tentativa de alcançar a exigência de amor a qual Nosso Senhor o chamava responde “Kyrie, filô-se” (“Senhor, te quero como sei querer”[2]).
Jesus, ao perceber que Pedro ainda não estava pronto para responder à medida exigida por Ele, como que aceita este pobre amor humano e o torna suficiente para conferir o ministério petrino ao apóstolo. Jesus muda o verbo para Pedro “caber” no amor divino. Ele pergunta uma terceira vez: “Fileis-me?”. Por isso Pedro ficou triste, por não corresponder à medida do Senhor.
Jesus sabe de nossas fraquezas e limites. Embora nos coloque como meta o seu amor incondicional (Ágape), se rebaixa ao nosso Filia, aceitando-o e transformando-o.
Assim deveria ser o nosso pastoreio. O líder deve saber impor metas ousadas aos seus, mas ao mesmo tempo, saber esperar o tempo de cada um em responder a este apelo. O líder deve constantemente “mudar o verbo” a fim de não perder as pessoas a quem o Senhor nos confiou.
Evidente que no fim da vida, Pedro mostrou que havia aprendido a lição e amou Nosso Senhor até o fim, ao ser martirizado e crucificado.
Mas afinal, qual a medida de amor? O próprio Jesus nos dá esta resposta alguns capítulos antes:

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10,11-16).

Portanto, o bom o bom pastor dá a vida por suas ovelhas. Esta é medida de amor que nós, enquanto lideres, precisamos ter como meta. Mas, o que significa dar a vida? Não que necessariamente que seja o caso derramar o sangue, mas dar a vida pode assumir formas as mais variadas em nosso dia-a-dia: um simples olhar dirigido ao irmão que precisa, gastar um pouco de tempo escutando e acolhendo o outro, uma ligação, visita a quem está doente ou afastado, preparar bem a acolhida e todo o momento do grupo de oração. Enfim, trata-se de ter o cuidado necessário para com as ovelhas do Senhor.
Um outro aspecto que chama a atenção nesta passagem é que Nosso Senhor chamar o pasto de bom. Se observarmos bem, são três as principais atividades econômicas no tempo de Jesus e, ele mesmo, se vale delas para explicar sobre o Reino de Deus: o pescador, o agricultor e o pastor.
Mas apenas no pastoreio Ele utilizada o qualificativo bom. Naquele tempo, tanto os pescadores quanto os agricultores gozavam de boa reputação perante a comunidade. O que não acontecia com os pastores. Nem todos eles eram boas pessoas. Muitos daqueles que exerciam tal função eram marginais e criminosos que, fugidos, viviam nas montanhas e sobreviviam desta atividade. Jesus, então, redime a função de pastor ao dizer que ele é bom. Sua intenção era, justamente, mostrar que o Evangelho é para todos, sobretudo, os pecadores.
Ele se diz bom pastor ainda porque aqueles maus pastores, por terem o único desejo de fugir das autoridades, ao verem o lobo, imediatamente fugiam e deixam os rebanhos[3] à mercê dos predadores. Este não era o pastor, mas mercenário. Em vez de olhar o rebanho, dormia junto à porta e não saberia diferenciar a quem pertenciam as ovelhas que deveria cuidar.
Jesus, ainda, se compara com a porta. Ou seja, além de ser Ele o Bom Pastor, que expõe a vida pelas ovelhas e que as conhece, ao dizer que é a porta, significa o mesmo que “eu defendo você”[4]. A porta oferece segurança. Esta comparação diz muito à liderança. A nossa medida de amar é o amor de Deus, incondicional, Ágape, fruto do nosso amor a Deus.
Ao mesmo tempo, se quisermos ser bons pastores, devermos ser como a porta do aprisco, defender nossas ovelhas. Evidente que não significa não ver os erros dos irmãos e “passar a mão da cabeça” deles. Significa protegê-los do lobo, do inimigo, do pecado e das ocasiões de pecado, formando-os à luz da Palavra de Deus e do Magistério. Significa, ainda, defender a Igreja e seus ensinamentos.
Por fim, ser o bom pastor é alguém que tem zelo pelo ministério confiando por Deus. A palavra zelo vem do grego zelos e significa “chegar ao ponto de ebulição”[5]. Em outras palavras, o pastor zeloso é alguém inflamado por aquilo que faz.


Francisco Elvis Rodrigues Oliveira


[1] BENTO XVI, Os apóstolos, p. 50.
[2] Ibidem.
[3] Utilizo rebanhos, no plural, pois naquele tempo, os pastores usavam um aprisco em comum e contratavam alguém para vigiá-los a noite (o mercenário).
[4] VELLA, Frei Elias. O líder de fé, p. 64.
[5] Ibidem, p. 21.